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A cultura Open Source vem da ideia dos códigos livres.

Entenda o que é Open Source e como ele mudou até o seu mundo

A cultura colaborativa facilita o desenvolvimento das sociedades, e faz com que seja possível desenvolver novos produtos e iniciativas em maior velocidade, com menos chance de erros e que alcançam um número maior de pessoas. É aí que surge a cultura Open Source, ou cultura do código aberto, um modelo de desenvolvimento colaborativo de softwares, que compartilha e espalha conhecimento.

O navegador Mozzila Firefox foi construído em formato Open Source, assim como o Gimp (editor de imagens), LibreOffice e o VLC. Entenda porque o Open Source identifica uma cultura, que vai além do âmbito dos desenvolvedores de software.

 

Mas o que é Open Source?

Open Source, ou Código Aberto, são códigos de desenvolvimento para uso livre e que surgiram com a intenção de incentivar o aprendizado e a produção de forma gratuita. Seja ela de software ou de qualquer bem material originado a partir desses códigos. É como uma receita que serve de base para a criatividade alheia em diversas áreas. 

Quando falamos de software livre com base em código aberto, como o Mozilla Firefox, falamos que ele será de distribuição livre, terá código de fonte aberto, sem descriminar nenhum de seus usuários e a sua licença será para todas as pessoas que desejarem utilizá-lo. 

Essa licença Open Source permite especificamente o livre uso para examinação, modificação e consulta desses códigos. Dessa forma, o conhecimento fica sem fronteiras para quem se interessa e com isso se amplia o acesso para quem não tinha condições de pagar por ele, podendo até gerar renda, caso o usuário queira vender o que produziu a partir de um código primário. 


O código aberto na sua rotina

Quase tudo na internet hoje utiliza algo de Open Source para alguma coisa. Seja o site que você navega agora na web, ou até no seu jogo de celular preferido. Já faz um tempo que por conta disso já é possível dizer que, de alguma forma, sua rotina está sempre em contato com esse modelo de criação.

O que é produzido a partir desses códigos pode ser comercializado ou distribuído de forma gratuita, o que estimula cada vez mais pessoas a contribuírem com sua propriedade intelectual em modificações, gerando uma rede colaborativa para o desenvolvimento de mais códigos. 

O poder de utilizar códigos primários é livre, mas é preciso ficar atento ao fato de que alguns colaboradores exigem crédito ou proíbem a venda daquilo que produziram.

 

Colaborar traz melhores resultados

O que tem chamado a atenção do mercado é como o Open Source tem crescido dentro do ambiente empresarial, incentivando o crescimento de níveis de produtividade. 

A cultura colaborativa que acompanha o código aberto tem incentivado colaboradores de empresas a serem pessoas mais dispostas para a interação social, utilizando em projetos o conhecimento de quem estiver disponível e apto. Ou seja, é uma prova que trabalho em equipe pode funcionar quando cada um contribui com o que sabe, e está sempre aberto para receber críticas e realizar mudanças.

A WordPress é um exemplo de empresa que incentiva a cultura colaborativa em seu ambiente de trabalho, e é dessa forma que consegue manter milhares de blogs, sites e páginas no ar, 24 horas por dia. Ela conta com apenas um escritório físico, localizado na Califórnia. Seus profissionais estão espalhados pelo mundo inteiro e executam suas tarefas de onde estiverem. Eles resolvem tudo apenas trocando mensagens de texto, e interagem via Skype se for realmente necessário. Mesmo divididos em equipes, raramente precisam se encontrar fisicamente para resolver algo.

 

O código aberto no Brasil

No Brasil, são as startups que já nascem com um pouco da cultura Open Source como seu modelo de funcionamento. Elas ensinam até as grandes empresas como melhorar o processo de contratação de novos funcionários apenas investindo nas maratonas de programação que promovem. 

Conhecidos como hackathons, esses eventos desafiam os participantes a solucionarem de forma criativa algum problema real que a empresa enfrenta e só os melhores ficam com as vagas ofertadas. No final, todos saem com conhecimentos a mais na bagagem.

As universidades brasileiras também apostam em hackathons como uma forma de promover a interatividade entre suas áreas do conhecimento, uma vez que essas maratonas surtiram tantos resultados que foram além da programação para criação de softwares. 

Esses eventos também servem para desafiar alunos de vários cursos em torno de um mesmo objetivo, criando um intercâmbio criativo para solucionar problemas da sociedade onde estão inseridos.

Em 2016, o curso de Engenharia Biomédica da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) desenvolveu um projeto para ajudar crianças do Vale do Parnaíba. Eles observaram que o SUS não fornecia prótese para membros superiores para crianças, sob a justificativa de que elas crescem e logo as próteses perderiam a serventia. O projeto intitulado Mao3D se baseou em Open Design e utilizou impressoras 3D para fornecer próteses de membro superior para as crianças. 

A cultura colaborativa incentiva o Open Source, e mais movimentos, como a cultura do “Faça Você Mesmo”, inspiradora do Movimento Maker, que em inglês significa “fazedor”. 

A popularização da cultura do código aberto incentivou diversos desdobramentos, e um deles é a ideia de que cada pessoa pode construir dispositivos e produtos inteligentes, que sejam inseridos em suas rotinas a fim de trazer qualidade de vida.

A arquiteta mexicana Trinidad Gómez, impulsionadora do Movimento Maker, palestrou no TEDxCancún em 2017 sobre a sua experiência com Fab Labs, laboratórios colaborativos que contam com todo o tipo de ferramentas, equipamentos e conhecimentos, que mesclados com técnicas que vão além do meio digital, como artesanato e marcenaria, possibilitam a criação de produtos e soluções para problemas enfrentados pela comunidade. 

O foco da arquiteta foi atuar levando o conhecimento prático e operacional em impressoras 3D para as regiões mais pobres do México. Com isso, essas comunidades passaram a solucionar problemas locais com a impressão em 3D de projetos digitais moldados pelo Open Source. 

Confira a palestra dela no TEDx e entenda como essa cultura tem ajudado a revolucionar a realidade. 

TED significa Technology, Entertainment, Design, em português, Tecnologia, Entretenimento e Planejamento. O TED é um evento em que diversas conferências ocorrem, as TED Talks, com o intuito de espalhar ideias que podem mudar vidas. Ficou interessado? Assista mais palestras do TED para inspirar a sua realidade.

A cultura Open Source incentiva mudanças na maneira de produzir não só softwares, mas soluções que impactam as mais diversas realidades e culturas, e tudo isso graças ao passo dado na direção certa lá em 1998. 

Esse tipo de cultura colaborativa está presente na nossa rotina diária, e é uma maneira de utilizar a tecnologia para construir realidades mais colaborativas e conectadas – não só através da internet, mas através de propósitos e objetivos em comum.

Compartilhar com o mundo novas tecnologias e meios de mudar a realidade também inspirou desenvolvedores como Tim Berners-Lee, o criador da sigla mais conhecida da internet: o WWW. Quer saber como tudo aconteceu? Acesse a história do WWW

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